Ele está de volta – E se Hitler voltasse, como seria?

Hoje eu vim aqui pra falar de uma adaptação para o cinema que achei espetacular e, melhor ainda, você pode encontrá-la no Netflix! Não sei ainda se é uma comédia, pois me fez rir muito e também criar alertas. O filme fala dele: Adolf Hitler!

Ele Está de Volta é um adaptação cinematográfica alemã lançada em 2015, do livro homônimo escrito por Timur Vermes, que mostra a volta de Adolf Hitler para a Alemanha de 2011 sem saber nada do que aconteceu após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Desorienado, o Führer acorda em um terreno baldio em plena Berlim e passa a interpretar os acontecimentos políticos e sociais de acordo com seus ideais nazistas. Como ninguém acredita que ele possa ser o verdadeiro Hitler, ele acaba fazendo sucesso como comediante, se tornando uma celebridade da televisão com seus dircursos fundamentalistas. Porém, algumas pessoas o levam a sério e concordam com seus ideais conservadores, o que faz com que ele acabe usando a fama obtida para se envolver na política!

Aspecto mais do que positivo no filme é ele trazer o alerta ao fundamentalismo convervador enquanto nos arranca boas risadas. O estranhamento de Hitler diante da tecnologia do nosso tempo é um ponto fortíssimo, mas o fato de ele superar todas essas diferenças tecnológicas e estourar na internet nos deixa com a seguinte pergunta: Até que ponto teriam os alemães aprendido com os erros de seu passado sombrio? E nós? Por favor, assistam esse filme!

Minhas dicas para escrever bem

Sou uma estudante de Letras. O que me deixou muito intrigada quando comecei a faculdade foi o fato de que muito pouco sobre gramática é ensinado no curso - linguistas não gostam de dar aulas de  gramática. Isso não significa que a gramática não seja importante, mas que há habilidades muito mais importantes no domínio de uma língua do que a decoreba de uma infinidade de regras que estão disponíveis para consulta em qualquer livro do Cegalla. Por exemplo, você espera de um advogado a capacidade de elaborar estratégias, de entender os processos legais, não que ele tenha todo o Código Civil na ponta da língua. Por que, então, espera-se isso de um profissional que faz uso da linguagem no seu cotidiano?

Pra resolver isso, criei um infográfico com dicas para fugir das regras gramaticais e escrever bem de uma vez por todas!

Três filmes no Netflix para entender a escravidão e o racismo

Feriado prolongado, crise e falta de dinheiro combinam com maratona de filmes no Netflix, não é mesmo? Se você também está sem muita expectativa para o feriado, que tal ver um filminho emocionante e, de quebra, aproveitar para aprender um pouco de história? Hoje vim aqui falar um pouco sobre alguns dos meus filmes preferidos lançados nos últimos anos que falam sobre o período de escravidão e o racismo nos EUA.

Já assistiu algum desses filmes? Conte o que achou!

Minhas leituras no mês de Maio

Esse mês foi realmente surpreendente para mim no quesito superação de records de leitura! Mês cheio de provas na faculdade, trabalho e vida social, no qual eu jamais imaginaria que fosse ser capaz de ler tantas coisas assim! O Kindle me ajudou muito, acho que minha leitura flui muito mais rápido e também que consigo ler muito mais graças ao recurso de iluminação que ele possui. A maioria dessas leituras foi feita no ônibus e no metrô, e o Kindle ajuda muito pelo fato de não ser pesado e eu poder carregar ele na bolsa sem que ele ocupe espaço. Então esse mês consegui ler 14 livros. Isso mesmo QUARTORZE! Minhas leituras desse mês também foram bastante diversificadas, indo do Infanto- Juvenil aos Romances mais adultos.

Muitos desses livros já falei sobre aqui no blog, mas vamos à listinha com os livros que me fizeram companhia esse mês:

  1. Shingaling (Série Extraordinário)  - R.J. Palacio
  2. O Capítulo do Julian (Série Extraordinário) - R.J. Palacio
  3. Plutão (Série Extraordinário) - R.J Palacio
  4. Passarinha -  Kathryn Erskine
  5. Simon vs. A agenda Homo-Sapiens - Becky Albertalli
  6. Apenas um Garoto - Bill Konigsberg
  7. O acordo (Série Amores Improváveis) - Elle Kennedy
  8. O Erro (Série Amores Improváveis) - Elle Kennedy
  9. O Jogo (Série Amores Improváveis) - Elle Kennedy
  10. A Garota do Calendário (Janeiro) - Audrey Carlan
  11. A Garota do Calendário (Fevereiro) - Audrey Carlan
  12. A Garota do Calendário (Março) - Audrey Carlan
  13. Real - Katty Evans
  14. Nua (O Caso Blackstone) - Raine Miller

#Resenha: Passarinha – Kathryn Erskine

Boa tarde, pessoas!

Hoje vim aqui falar sobre um livro que muita gente falou bem: Passarinha, da escritora Kathryn Erskine. Esse livro é muito emocionante e provavelmente único, pois a narradora, Caitlin, é uma menina de 10 anos portadora da Síndrome de Asperger. Para quem não conhece a síndrome, ela é um estado do espectro autista que afeta a capacidade de se socializar e de se comunicar com eficiência. Algumas das características que as pessoas que têm Asperger apresentam são dificuldade para interpretar sinais sociais, expressões faciais, manter conversas, olhar nos olhos, gerir suas emoções, apresentar empatia, entre outras.

Caitlin é uma menina muito inteligente que está na quinta série, mas lê livros de adultos e desenha impecavelmente. Porém, devido à Síndrome de Asperger, ela não é muito boa em interpretar expressões faciais e, como não sabe por que as pessoas estão se comportando de determinada maneira, nunca conseguiu ter um amigo na escola. Ela parece estranha e as demais crianças não conseguem entendê-la. E tudo fica mais difícil quando seu irmão mais velho, Devon, morre tragicamente. Era ele quem dizia a ela como agir e que a fazia se sentir segura. Seu pai, sem saber como lidar com o próprio luto, não sabe como ajudá-la agora que ela não tem nenhum apoio além de sua terapeuta na escola.

Com a ajuda de sua terapeuta, a Sra. Brook, Caitlin vai amadurecendo a aprendendo algumas habilidades sociais enquanto nós, leitores, conseguimos ter uma leve ideia de como funciona o cérebro de uma pessoa portadora da Síndrome de Asperger. Percebemos, por exemplo, que Caitlin não tem muitos filtros na hora de falar o que pensa, sendo sincera demais, que tem dificuldade em conter as emoções e também que tem algumas manias como chupar a manga da blusa e não usar cores ao desenhar.  O livro é recheado de sentimentos, rico em detalhes e encantador. A autora é brilhante em abordar temas tão delicados quanto o autismo e o luto, e muito embora o livro não seja fácil, há algumas situações muito engraçadas. O bonito no livro é ver como mesmo com tantas dificuldade, Caitlin trabalha em um desfecho para superar a morte de seu irmão e ajudar seu pai.

E você, já leu um livro diferente e sensível como Passarinha? Deixe seu comentário!

#Resenha: Apenas um garoto – Bill Konigsberg

Oi, gente!!

A resenha de hoje é de um livro que eu amei, mas amei tanto que me deixou com uma ressaca literária daquelas! Fiquei tão triste por ter acabado de ler e simplesmente passei dois dias pensando nos personagens, não conseguia ler nada que chegasse aos pés desse livro! Apenas um garoto, do autor Bill Konigsberg, é mais um romance de temática gay que falo aqui no blog e que foi simplesmente incrível.

O livro conta a história do Seamus Rafael, o Rafe, um garoto que vive no Colorado e é filho de pais hippies veganos que apoiam absolutamente sua orientação sexual, assumida aos 13 anos de idade. A aceitação dos pais, que para muitos homossexuais seria uma solução, para Rafe é quase um problema: seus pais organizam uma festa surpresa para revelar para toda a família que Rafe é gay, sua mãe se torna presidente de uma associação de apoio a homossexuais de sua cidade, sua melhor amiga, Claire Olivia, acha incrível o fato de ele ser gay. Não se fala outra coisa a respeito dele que não seja sua orientação sexual e Rafe não aguenta mais ser rotulado como O GAY. Esse é um ponto muito importante para nossa reflexão, pois super valorizamos a orientação sexual das pessoas, como se isso fosse tudo que temos para dizer a respeito delas, quando, na realidade, essa é apenas mais uma característica. Então, para colocar um fim nessa história de rótulos, Rafe toma a decisão de se matricular em um colégio interno só para meninos no Sul no país - região conhecida por ser extremamente conservadora - e não contar para ninguém que é gay.

No novo colégio, Rafe descobre coisas a respeito de si que ele não fazia a mínima ideia - o rótulo de gay o impedia, muitas vezes, de fazer coisas consideras de hétero, como praticar esportes e ser amigo de outros homens sem que isso gerasse desconforto. No entanto, apesar de Rafe ter toda a razão ao afirmar que ser conhecido como o garoto gay o tempo inteiro enche o saco, ele acaba se metendo em um problema e tanto ao se apaixonar. Mas até que ponto negar uma parte tão importante de si é possível? Omitir a sua sexualidade é mentir? Todas essas questões são respondidas de uma maneira brilhante no livro, que inclusive, já teve sua continuação lançada nos EUA. A continuação ainda não foi traduzida, mas eu pretendo ler mesmo assim quando abaixar o preço do ebook na Amazon!

Por favor, leiam esse livro! O autor foi fenomenal ao abordar esse assunto, sempre deixando claro que Rafe sabe que é um privilegiado por seus pais serem tão compreensivos em relação a sua sexualidade, mas que, mesmo assim, o estigma gay ainda pode ser um fardo difícil de ser carregado. Apenas um garoto tem a dose certa de problematização, romance e humor!