Três filmes no Netflix para entender a escravidão e o racismo

Feriado prolongado, crise e falta de dinheiro combinam com maratona de filmes no Netflix, não é mesmo? Se você também está sem muita expectativa para o feriado, que tal ver um filminho emocionante e, de quebra, aproveitar para aprender um pouco de história? Hoje vim aqui falar um pouco sobre alguns dos meus filmes preferidos lançados nos últimos anos que falam sobre o período de escravidão e o racismo nos EUA.

Já assistiu algum desses filmes? Conte o que achou!

Minhas leituras no mês de Maio

Esse mês foi realmente surpreendente para mim no quesito superação de records de leitura! Mês cheio de provas na faculdade, trabalho e vida social, no qual eu jamais imaginaria que fosse ser capaz de ler tantas coisas assim! O Kindle me ajudou muito, acho que minha leitura flui muito mais rápido e também que consigo ler muito mais graças ao recurso de iluminação que ele possui. A maioria dessas leituras foi feita no ônibus e no metrô, e o Kindle ajuda muito pelo fato de não ser pesado e eu poder carregar ele na bolsa sem que ele ocupe espaço. Então esse mês consegui ler 14 livros. Isso mesmo QUARTORZE! Minhas leituras desse mês também foram bastante diversificadas, indo do Infanto- Juvenil aos Romances mais adultos.

Muitos desses livros já falei sobre aqui no blog, mas vamos à listinha com os livros que me fizeram companhia esse mês:

  1. Shingaling (Série Extraordinário)  - R.J. Palacio
  2. O Capítulo do Julian (Série Extraordinário) - R.J. Palacio
  3. Plutão (Série Extraordinário) - R.J Palacio
  4. Passarinha -  Kathryn Erskine
  5. Simon vs. A agenda Homo-Sapiens - Becky Albertalli
  6. Apenas um Garoto - Bill Konigsberg
  7. O acordo (Série Amores Improváveis) - Elle Kennedy
  8. O Erro (Série Amores Improváveis) - Elle Kennedy
  9. O Jogo (Série Amores Improváveis) - Elle Kennedy
  10. A Garota do Calendário (Janeiro) - Audrey Carlan
  11. A Garota do Calendário (Fevereiro) - Audrey Carlan
  12. A Garota do Calendário (Março) - Audrey Carlan
  13. Real - Katty Evans
  14. Nua (O Caso Blackstone) - Raine Miller

#Resenha: Passarinha – Kathryn Erskine

Boa tarde, pessoas!

Hoje vim aqui falar sobre um livro que muita gente falou bem: Passarinha, da escritora Kathryn Erskine. Esse livro é muito emocionante e provavelmente único, pois a narradora, Caitlin, é uma menina de 10 anos portadora da Síndrome de Asperger. Para quem não conhece a síndrome, ela é um estado do espectro autista que afeta a capacidade de se socializar e de se comunicar com eficiência. Algumas das características que as pessoas que têm Asperger apresentam são dificuldade para interpretar sinais sociais, expressões faciais, manter conversas, olhar nos olhos, gerir suas emoções, apresentar empatia, entre outras.

Caitlin é uma menina muito inteligente que está na quinta série, mas lê livros de adultos e desenha impecavelmente. Porém, devido à Síndrome de Asperger, ela não é muito boa em interpretar expressões faciais e, como não sabe por que as pessoas estão se comportando de determinada maneira, nunca conseguiu ter um amigo na escola. Ela parece estranha e as demais crianças não conseguem entendê-la. E tudo fica mais difícil quando seu irmão mais velho, Devon, morre tragicamente. Era ele quem dizia a ela como agir e que a fazia se sentir segura. Seu pai, sem saber como lidar com o próprio luto, não sabe como ajudá-la agora que ela não tem nenhum apoio além de sua terapeuta na escola.

Com a ajuda de sua terapeuta, a Sra. Brook, Caitlin vai amadurecendo a aprendendo algumas habilidades sociais enquanto nós, leitores, conseguimos ter uma leve ideia de como funciona o cérebro de uma pessoa portadora da Síndrome de Asperger. Percebemos, por exemplo, que Caitlin não tem muitos filtros na hora de falar o que pensa, sendo sincera demais, que tem dificuldade em conter as emoções e também que tem algumas manias como chupar a manga da blusa e não usar cores ao desenhar.  O livro é recheado de sentimentos, rico em detalhes e encantador. A autora é brilhante em abordar temas tão delicados quanto o autismo e o luto, e muito embora o livro não seja fácil, há algumas situações muito engraçadas. O bonito no livro é ver como mesmo com tantas dificuldade, Caitlin trabalha em um desfecho para superar a morte de seu irmão e ajudar seu pai.

E você, já leu um livro diferente e sensível como Passarinha? Deixe seu comentário!

#Resenha: Apenas um garoto – Bill Konigsberg

Oi, gente!!

A resenha de hoje é de um livro que eu amei, mas amei tanto que me deixou com uma ressaca literária daquelas! Fiquei tão triste por ter acabado de ler e simplesmente passei dois dias pensando nos personagens, não conseguia ler nada que chegasse aos pés desse livro! Apenas um garoto, do autor Bill Konigsberg, é mais um romance de temática gay que falo aqui no blog e que foi simplesmente incrível.

O livro conta a história do Seamus Rafael, o Rafe, um garoto que vive no Colorado e é filho de pais hippies veganos que apoiam absolutamente sua orientação sexual, assumida aos 13 anos de idade. A aceitação dos pais, que para muitos homossexuais seria uma solução, para Rafe é quase um problema: seus pais organizam uma festa surpresa para revelar para toda a família que Rafe é gay, sua mãe se torna presidente de uma associação de apoio a homossexuais de sua cidade, sua melhor amiga, Claire Olivia, acha incrível o fato de ele ser gay. Não se fala outra coisa a respeito dele que não seja sua orientação sexual e Rafe não aguenta mais ser rotulado como O GAY. Esse é um ponto muito importante para nossa reflexão, pois super valorizamos a orientação sexual das pessoas, como se isso fosse tudo que temos para dizer a respeito delas, quando, na realidade, essa é apenas mais uma característica. Então, para colocar um fim nessa história de rótulos, Rafe toma a decisão de se matricular em um colégio interno só para meninos no Sul no país - região conhecida por ser extremamente conservadora - e não contar para ninguém que é gay.

No novo colégio, Rafe descobre coisas a respeito de si que ele não fazia a mínima ideia - o rótulo de gay o impedia, muitas vezes, de fazer coisas consideras de hétero, como praticar esportes e ser amigo de outros homens sem que isso gerasse desconforto. No entanto, apesar de Rafe ter toda a razão ao afirmar que ser conhecido como o garoto gay o tempo inteiro enche o saco, ele acaba se metendo em um problema e tanto ao se apaixonar. Mas até que ponto negar uma parte tão importante de si é possível? Omitir a sua sexualidade é mentir? Todas essas questões são respondidas de uma maneira brilhante no livro, que inclusive, já teve sua continuação lançada nos EUA. A continuação ainda não foi traduzida, mas eu pretendo ler mesmo assim quando abaixar o preço do ebook na Amazon!

Por favor, leiam esse livro! O autor foi fenomenal ao abordar esse assunto, sempre deixando claro que Rafe sabe que é um privilegiado por seus pais serem tão compreensivos em relação a sua sexualidade, mas que, mesmo assim, o estigma gay ainda pode ser um fardo difícil de ser carregado. Apenas um garoto tem a dose certa de problematização, romance e humor!

#Resenha: Simon vs. A Agenda Homo Sapiens

Olá pessoas!

Hoje vim aqui falar sobre um livro que gostei muito: Simon vs. A Agenda Homo Sapiens, da escritora estadunidense Becky Albertalli. Esse livro foi muito legal principalmente por abordar um assunto que não encontramos com frequência nos livros: a homossexualidade.

O livro irá contar a história de Simon, um garoto de 16 anos que ainda está no armário. Seus pais são bastante modernos, mas ele ainda não se sente preparado para assumir sua orientação sexual. Simon tem um e-mail secreto para esconder sua identidade e vem trocando mensagens com um garoto que se apresenta como Blue. O misterioso Blue, que Simon não faz a mínima ideia de quem possa ser, mas que toma um papel cada vez mais importante em sua vida. Porém, aparece Martin, um cara babaca da escola que descobre os e-mails secretos entre Simon e Blue, e passa a chantageá-lo para não contar para toda a escola que Simon é gay. Essa combinação clichê entre segredo, romance e chantagem é o que torna esse livro tão envolvente, além claro, do romance entre dois garotos que, por ser uma novidade na literatura, proporciona à escritora utilizar um clichê sem que isso se torne um problema. O livro é narrado por Simon e contém todos os emails que são trocados entre ele e Blue - emails muito fofos, por sinal!

Como é de se esperar de um romance de temática gay, o livro levanta indiretamente algumas discussões com o leitor, como por exemplo, a gravidade de tirar alguém do armário à força, o preconceito com homossexuais e outras questões que não posso falar para não levantar spoilers. Simon vs. A Agenda Homo Sapiens é um livro leve, divertido, cativante e que tão bom que vai virar filme!

As gravações já começaram e o filme ainda não tem data prevista de lançamento. Entre os atores escolhidos, teremos Jennifer Garner e Josh Duhamel como os pais de Simon, e Katherine Langford, a  Hannah Baker, de 13 Reasons Why, como Leah Burke, melhor amiga de Simon e Nick Robinson, que foi protagonista de Jurassic World, como Simon Spier:

E vocês, já leram o livro? O que acharam? Conhecem livros do gênero que recomendam?

Deixem sua opinião nos comentários!

#Resenha: Auggie & Eu – R.J. Palacio

Olá, pessoas!

Vim aqui hoje para falar sobre alguns livros que li esse mês! Li Extraordinário, da R.J. Palacio, e amei tanto que, assim que terminei, fiz uma resenha dele aqui no blog por que eu simplesmente precisava falar sobre esse livro com alguém. Após ler Extraordinário, fiquei louca para ler O Capítulo do Julian, Shingaling e Plutão, os demais livros da R.J. Palacio que mostram o ponto de vista de outros personagens de Extraordinário sobre o August Pullman. Auggie & Eu reúne em Volume Único as três estórias, que também podem ser encontradas separadamente.

Vamos lá às impressões que tive! Sabe quando um autor lança um livro muito bom e a continuação te deixa frustrado? Pois é, você se sente lendo uma continuação que quer apenas ganhar dinheiro em cima do sucesso da primeira! Shingaling e Plutão, talvez agradem ao público infanto juvenil, que ainda não tem muito senso crítico, mas achei que foram continuações um tanto forçadas. O primeiro, conta a história da Charlotte, a garota que participou da comissão de boas vindas ao August na escola, e revela sua paixão pela dança e suas inseguranças. Tem alguns pontos legais, como a preocupação dela quando um artista de rua deficiente visual que ela sempre via se apresentar no caminho da escola desaparece de repente e também as explanações dela sobre a amizade, sobre se encaixar e ser uma pessoa legal. No entanto, o livro não apresenta nenhum acontecimento memorável, que o torne marcante. Já o segundo, Plutão, conta a história de Christopher, o primeiro e melhor amigo de August. O livro mostra a infância de August como um garoto diferente e a visão do melhor amigo sobre as demais crianças que preferem não se aproximar dele por conta de sua aparência. No mais, o livro também não apresenta nada muito marcante.

O Capítulo do Julian é muito bom! Vai revelar o amadurecimento de Julian, o garoto que era responsável pelas brincadeiras de muito mal gosto contra August na escola, e como ele irá reverter suas más ações. Suspenso por duas semanas por praticar bullying, quando volta à escola sente-se enciumado por perceber que o Auggie está se saindo bem e fez alguns amigos. Iremos perceber que Julian é um garoto que tem um padrão de vida alto, cujos pais são arrogantes e que ele é espelho das atitudes que presencia em casa, acreditando que o mundo gira em torno de si e sendo mimado. Mas quando Julian precisa passar as férias na casa da avó judia na França e fica sabendo que ela fugiu dos nazistas na 1ª Guerra Mundial, os detalhes da aventura de sua avó paterna irão fazer com que ele tenha faça algumas reflexões. Vale muito a pena!